Soltando o verbo

Tuesday, June 23rd, 2009
by: stephanie

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Em 2004, a beira do rio Thames (Londres) nasceu o SOS, um projeto que uniu três importantes DJs da cena eletrônica, que juntos criam um som diferente, misturando estilos e levando toda sinergia dos talentos. Referências de um dos maiores pólos de música eletrônica do mundo (Ibiza), Demi, Desyn Masiello e Omid 16b se tornaram em pouco tempo um dos tops da cena, sendo nomeados pelo prêmio anual de Ibiza como Melhor Revelação do ano, e fazendo parte do concorrido line up de residentes do Ministry of Sound (Londres). Apesar da grande responsa de segurar o club londrino e todo sucesso adquirido, o SOS ainda tem tempo de fazer apresentações em outros países, como o Brasil, que recebe o trio nesta quinta-feira no Circuito Halls no Rio de Janeiro. Aproveitando a visita, batemos um papinho com Demi, um dos integrantes do projeto, que nos contou um pouco sobre seus planos e pensamentos sobre a cena eletrônica mundial. Confira abaixo!

- Qual é a melhor coisa em tocar com os amigos?

Para citar apenas uma coisa, eu diria que é o elemento surpresa que nós levamos um ao outro, isso é algo natural das nossas personalidades e acontece dentro e fora dos decks.

- Descreva a gig perfeita?

Qualquer festa no navio (em Londres) que nós tocamos no passado. Estas festas sempre foram o mais perto do perfeito, por isso que, com certeza, eu citaria qualquer uma delas.

- Quais são os planos para o SOS?

Uma nova compilação do Ministry of Sound que será lançada no final do ano.

- Qual foi o melhor lugar que você já tocou?

Eu acho que hoje em dia nada se compara com a experiência de tocar no ARC (club de Nova Iorque), o melhor DJ booth construído.

- Você gosta de tocar no Brasil?

É viciante.

- Como foi tocar na D-Edge? Vocês tiveram que mudar o estilo do som para animar a pista?

A D-Edge foi uma experiência fantástica, definitivamente eu senti a galera ajudando a gente a ir além dos nossos limites musicais.

- O que você acha da cena eletrônica brasileira?

Eu acho que na cena underground sempre teve uma energia saudável e uma forte ligação com a cena britânica, por causa da boa recepção do Drum and Bass por aqui. Vocês tem lugares espetaculares para se tocar e as idéias para os eventos parecem estar sempre se inovando.

- Como você define o estilo de música de vocês?

Esperar o inesperado. Nunca permanecer em um único som por muito tempo.

- Você tem algum conselho para os novos DJs?

Mantenha sua atitude inovada!

- Qual é a melhor coisa de ser um DJ? E a pior?

A melhor coisa da profissão é a oportunidade de viajar e ver inúmeras coisas e culturas diferentes no mundo. Na verdade não há um lado ruim neste trabalho é tudo questão de perspectiva.

- O que você mais gosta, tocar ou produzir?

Meu primeiro amor sempre será tocar, mas ultimamente tenho achado um caminho especial em escrever músicas que vem do coração.

- Como você vê a cena eletrônica no futuro?

A música eletrônica sempre teve a ver com sobrevivência. Os avanços tecnológicos tem criado novos limites e sem dúvida isso tem encorajado novas formas de produzir e tocar. Mas acho que o aspecto mais importante para a sobrevivência do estilo é ter certeza de que a indústria irá reconquistar uma forma transparente de relação entre todos os envolvidos. Todos nós devemos ter um dever moral e responsabilidade para manter isto vivo.

- Quais são seus desejos para a cena eletrônica?

Não ver os tipos “David Guetta” alcançando o número 1 dos rankings nacionais com idéias tão retrógradas da música eletrônica.

- Você concorda com alguns projetos que deixam algumas tracks para download free? Vocês pretendem fazer isto?

Não concordo no sentido monetário e pessoalmente eu acho que deprecia a integridade do produtor e o pior, o conceito e significado de uma parte da música. Acredito que tudo na vida tem um valor e cabe a cada um saber qual é o seu. Eu acho que seja uma boa idéia deixar disponível parte da track e não a track inteira, pois este tipo de atividade pode encorajar as pessoas a se envolver mais no processo de produção de música e atingir um verdadeiro senso de comunidade por nós. Eu não consigo me ver dando minhas músicas, ninguém neste ramo tem um case forte o suficiente para seguir nesta estrada.

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